terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Ir num pé e vir noutro

Há expressões que nós usamos todos os dias e que ganharam de tal forma notoriedade que admiro a pessoa que a inventou. Muitas delas dizemos por dizer, sem pensar muito na racionalidade.

Hoje dei por mim a pensar (sim, de quando em vez penso!) na frase... «vou num pé e venho noutro» para designar que vamos rápido a algum local.

Pergunto eu: desde quando é que a maneira mais rápida de ir e voltar de um sítio é fazê-lo ao... pé coxinho? À consideração de todos. Dos que não têm mais que fazer, claro...

6 comentários:

Anónimo disse...

E sabes dizer-me o que quer dizer "fumar que nem um cavalo"??????? Juro que até já andei a pesquisar sobre esta :S

Patrícia Villar

Equilibrista disse...

Olá =)))

É as expressões Portuguesas são muitas delas uma pérola =p

Uma beijoca grande**

**laura** disse...

Olá Jorge :)

Realmente, a Língua Portuguesa é um tesouro, uma arte. Há expressões "do arco da velha", que "não lembram nem ao Menino Jesus" e que às vezes dizemos quase sem nos apercebermos, saem-nos naturalmente "enquanto o diabo esfrega um olho". Estão enraizadas em nós, desde o mais citadino dos portugueses ao habitante de um lugar escondido "onde Judas perdeu as botas", depois de "cascos de rolha". Somos um povo prevenido que mesmo quando manda "ir num pé e vir no outro", recomenda sempre "ir devagar, para vir depressa". E por muito solidários e católicos que sejamos, há sempre algumas pessoas que "não vão no meu carro à missa". Não achamos piada quando alguém vem "armado em carapau de corrida" e num instante sugerimos que vá "pentear macacos". E a comparação com o mundo animal continua quer seja porque alguém está com "olhos de carneiro mal morto" ou porque mandamos alguém "dar banho ao cão". Há quem se aproxime com "falinhas mansas", mas que já "traz água no bico"... mas como "quem nasceu para lagartixa, nunca chega a jacaré", há quem ouça conselhos sábios como "dedica-te mas é à pesca".
Se alguém me disser "olá, tudo bem?", provavelmente responderei "vai-se andando"... mas na verdade estou cansada e "já não vejo a ponta dum corno".

Beijinhos e "até amanhã, se Deus quiser" (porque toda a vida pais e avós me responderam assim ao "até logo" ou "até amanhã" e é uma expressão tão portuguesa...)

Jorge Pessoa e Silva disse...

Olá Patrícia :-)

Fumar que nem um cavalo refere-se a fumar erva com efeitos tão estranhos que parece que levámos um coice de cavalo...rs..rs...

Convincente? Bem me parecia...rs..rs..

Beijinhos

Jorge Pessoa e Silva disse...

Olá Equilibrista :-)))))))


Tal como os portugueses em geral... rs... Somos umas pérolas...rs...

Beijinhos

Jorge Pessoa e Silva disse...

Olá Laura :-)))


De facto, são tantas as expressões... Por isso apenas respondo com um ditado muito antigo:

Um beijinho sentido é mesmo coisa de amigo...

Ok, não é tão antigo assim, acabei de o inventar agora...rs..rs.